História da CDEG

 

 

 Em 1998, por iniciativa da professora e jornalista Marina Motta Pessin, formou-se, na Escola Técnica Estadual Parobé com um pequeno número de participantes, em sua maioria mulheres, um grupo voltado para expressão corporal com ênfase em danças de salão. Foi convidado para ministrar as aulas o prof. Edison Garcia, que com imenso currículo como bailarino, coreógrafo e inúmeras vezes premiado, aceitou o desafio.
No mesmo ano, após o 1º semestre, organizou-se já a 2ª turma, com um público maior e então o grupo, já participando de eventos públicos, ganhou o nome de PAROBÉ NA DANÇA.
De 1998 até o ano de 2007, o PAROBÉ NA DANÇA, destacou-se onde quer que se tenha apresentado. Acumulam-se troféus de melhor grupo, primeiros lugares, medalhas e certificados.
Atualmente o Grupo mantém um elenco de aproximadamente 100 bailarinos, subdivididos em 2 grupos, todos com mais de 50 anos, tendo a mais antiga das integrantes a idade de 84 anos. As aulas e coreografias são de responsabilidade do Professor licenciado em Educação Física e Pós-graduado em dança, Edison Garcia, que tem como professores monitores de aulas e ensaios os bailarinos Ronaldo Silveira e Vanessa Garcia, ambos com larga experiência em dança.
Em 2007 os grupos -“Parobé na dança” juntamente com "Grupo Ciarte" , que surgiu a partir da necessidade de serem criadas novas turmas de danças em dias e espaço diferentes, adotaram uma nova denominação: “CDEG - CIA DE DANÇA EDISON GARCIA”.
Desenvolvendo a linguagem da dança de salão, aliada a outros estilos como jazz, contemporâneo, folclore e street-dance e ballet clássico, num processo que integra e valoriza a espontaneidade e a flexibilidade corporal, o professor Edison Garcia procura, ainda, ressaltar as qualidades individuais de seus bailarinos, desenvolvendo atividades como solos e duos, que resultam em maior destaque a este grupo de pessoas que tem muitas histórias para contar.
São histórias particulares que se somam às gerais. O grupo tem integrantes que, antes de começarem a dançar, estavam com problemas de coluna, condenadas ao uso futuro até de cadeiras de rodas; outros relatavam casos de depressão profunda que impediam até a vontade de subir as escadas do palco; muitos outros, homens e mulheres, buscavam realizar seus desejos infantis. São ex-professores, ex-bailarinos, que buscam uma atividade física regular compensadora e divertida, ao mesmo tempo, até para perder peso e outros benefícios corporais. Mas, acima de tudo, o que todos buscam na dança é a vontade de ser feliz, de se expressar e, acima de tudo, superar-se.

Marina Motta Pessin

 



"Marina é uma daquelas pessoas que se deve ter do lado esquerdo do peito, por ser clara, transparente, amiga e acima de tudo racional. Sua iniciativa, convidando-me a trabalhar com a terceira idade, transformou a minha vontade de deixar de dançar, há dez anos atrás, em uma decisão de buscar, no ensino da dança o despertar de dezenas de dançarinos – com desejos incubados – a manifestarem-se. Ao mesmo tempo que me fez ver que a arte, e a dança em especial, não podem ter uma idade limite para serem interrompidas. Uma vez que o desejo de expressar-se esteja incutido em nosso espírito, em nosso sonhos e desejos, o que determina a parada ou não são fatores circunstanciais e não temporais.
Marina, sempre vou te ter como amiga, conselheira, coordenadora e ser eternamente grato por teres me ajudado a ver a Terceira Idade como um começo e não um fim. Obrigado por me respeitares e estares, juntamente com o Ronaldo e a Vanessa, formando esta equipe que, integrada aos bailarinos, formam a CDEG.


Edison Garcia